Tenente PM investigado por pedofilia se mata em SP

30 de maio de 2008 • 15h22 • atualizado às 20h43

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

São Paulo


A Corregedoria da Polícia Militar (PM) de São Paulo e a Polícia Civil confirmaram o suicídio de um tenente da PM que era investigado por suposto envolvimento em pedofilia. O oficial deu um tiro na cabeça quando policiais foram nesta manhã à sua casa, na zona norte de São Paulo, para cumprir um mandado de busca e apreensão.

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Segundo o delegado da inteligência da 5° Seccional (Leste), André Pimentel, escutas telefônicas autorizadas pela Justiça identificaram o tenente, em conversas com um suspeito de pedofilia preso na semana passada com uma "brinquedoteca" em que havia 50 bichos de pelúcia, entre outros brinquedos. Nesta sexta-feira, a Polícia Civil foi ao apartamento do PM suspeito acompanhada de oficiais superiores para detê-lo e apreender seu computador.

Segundo Pimentel, ao abrir a porta para a polícia e ter conhecimento da busca, Fernando Neves Braz, 34 anos, pediu para avisar a mulher do procedimento. A polícia afirma que, ao invés disso, pegou a pistola que usava em serviço e se suicidou no banheiro. O local está preservado para a realização da perícia.

De acordo com o porta-voz da Corregedoria da PM, capitão Marcelino Fernandes, Braz era policial militar desde 1997 e nunca foi investigado por crime ou punido por qualquer desvio. Com a morte do tenente, qualquer punibilidade está extinta, de acordo com Fernandes.

O tenente atuava na região do Tucuruvi, zona norte, e foi um dos policiais que esteve no edifício London no dia em que a menina Isabella Nardoni morreu.

Redação Terra
 
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