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"Eu sou inocente. Tive oportunidade de provar isso hoje", afirmou ao término do depoimento. Tosto é um dos 13 investigados pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal suspeitos de fraudar o BNDES.
Segundo o advogado de Tosto, José Roberto Batocchio, o nome de seu cliente foi usado indevidamente pelos outros réus "com o objetivo de auferirem maior remuneração pelos trabalhos de consultoria que tinham prestado". Ainda segundo Batocchio, seu cliente não poderia ter conseguido liberar recursos do BNDES porque fazia parte do conselho consultivo "que não tem poderes para decidir sobre os empréstimos e que é um conselho que apenas debate políticas públicas sobre financiamentos".
Batocchio disse que Tosto não tinha conhecimento sobre a operação da PF e que não conhecia nenhum dos outros réus, com exceção de Marcos Mantovani, dono da empresa de consultoria Progus, que há 15 anos já foi cliente do escritório de Tosto.
Mantovani foi interrogado na última segunda-feira e disse à Justiça ter usado o nome de Tosto indevidamente para conseguir mais honorários.
Agência Brasil