Laryssa Borges
Direto de Brasília
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Segundo o avô de João Victor, Pedro Freire, o neto, portador de distrofia muscular progressiva ou doença de Duchenne, pediu para acompanhar a sessão do STF. "Ele sempre quer estar presente, eles nos cobra", disse.
A doença de Duchenne só atinge meninos e é repassada ao feto pelo cromossomo X, que vem da mãe. Com a liberação das pesquisas com células-tronco, acreditam seus portadores, será possível injetar células saudáveis e reprimir aquelas com o gene da distrofia.
"A Justiça fez o que precisava fazer. Para nós é uma vitória. Toda família que tem esse problema está feliz. Todos os cientistas, que vêm lutando por isso, também", afirmou o avô do menino.
Comemoração
Já no intervalo da sessão plenária cadeirantes e cientistas comemoravam em frente à estátua da Justiça, instalada diante do Supremo. Àquela altura, estavam computados sete votos favoráveis às pesquisas de um total de onze ministros.
Lourival Ferreira Paiva, 45 anos, erguia as mãos aos céus em agradecimento à decisão dos ministros. "Agradeço a consciência dos ministros, que usaram seu conhecimento técnico e jurídico hoje. Isso aumenta a esperança de todos nós, portadores de distrofia muscular", declarou.
Uma das maiores defensoras das pesquisas com células-tronco embrionárias, a geneticista Mayana Zatz, professora de Genética Humana e Médica do Departamento de Biologia da Universidade São Paulo, comemorou a decisão do STF e disse que "todos vamos nos beneficiar dessa vitória".
"Temos uma enorme responsabilidade pela frente. Quero deixar claro que não estamos prometendo cura imediata, mas dar o melhor de nós nas pesquisas. Queremos que os pacientes saibam que vamos lutar pelas mesmas condições de saúde do primeiro mundo. Vamos correr atrás do prejuízo", disse a especialista.
Redação Terra