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Álvaro Lins é acusado dos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação de contrabando.
Luiz Eduardo Soares advertiu, contudo, que não devem ser feitos pré-julgamentos. Mas admitiu que, se porventura as denúncias contra Lins vierem a ser confirmadas, "eu acho que se confirma também o diagnóstico, que eu antecipava há muitos anos, dizendo que o grande problema do Rio de Janeiro eram as instituições do Estado. Particularmente, as polícias".
Ele disse que, sem efetuar um trabalho de segurança pública e imposição da legalidade nas instituições do Estado, não se consegue reverter o quadro de expansão da criminalidade.
Para o ex-secretário, a corrupção ainda é o principal desafio a ser vencido. "A corrupção deve ser entendida de uma forma mais dramática", afirmou. Disse que a imagem de uma mala de dinheiro trocando de mãos, feita quando se fala em corrupção, "é muito suave, muito leve, quase cômico, patético e muito superficial".
Segundo Luiz Eduardo Soares, "quando malas de dinheiro trocam de proprietário, há nos bastidores dessa cena assassinatos, traição à ordem pública e ao estado democrático de direito, envolvimento de redes clandestinas, que vão desde o mundo político, passando pelo mundo empresarial, até instituições do Estado, chegando na ponta ao crime armado, aos milicianos, impondo tiranias às comunidades das favelas, produzindo resultados letais". Ele afirmou que o Ppaís está diante do crime organizado no sentido típico da palavra, "o que é extremamente grave".
Agência Brasil