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O advogado Luís Roberto Barroso, representante do Movimento em Prol da Vida (Movitae) e do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), destacou que será aberto um futuro promissor para a ciência brasileira: "As pesquisas agora vão poder continuar, receber financiamento público. Há um longo caminho pela frente que começa com o primeiro passo, que é a legitimação das pesquisas pelo STF".
Sete dos 11 ministros do STF já votaram pela autorização das pesquisas sem restrições. Falta apenas o voto do presidente da corte, Gilmar Mendes.
Segundo Barroso, a iminente decisão do STF permite que o Brasil não seja "importador de tecnologia". O advogado acredita que a tese defendida por ele prevaleceu porque "a ciência tem que ter um compromisso com a causa das pessoas e o resgate da vida".
A pós-doutora em Bioética Débora Diniz ressaltou esperar que o aporte de recursos nos estudos melhore, para que os efeitos cheguem aos cidadãos: "Precisamos agora ir para o laboratório trabalhar para transformar a esperança dos pacientes em realidade. Isso pode demorar alguns anos, mas estamos mais perto da cura".
A pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Mayana Zatz também ressaltou que a cura para pacientes com doenças degenerativas não será imediata nem é uma promessa do grupo. "O que a gente prometeu é que nós queremos fazer as mesmas pesquisas que são feitas no primeiro mundo. Eu acho importante deixar claro que não prometemos tratamento a curto prazo, mas que vamos nos dedicar de corpo e alma às pesquisas", defendeu a especialista.
Agência Brasil