Lins já teve nome envolvido em vários escândalos

29 de maio de 2008 • 13h03 • atualizado às 13h03

O deputado estadual pelo PMDB e ex-chefe da Polícia Civil do Estado do Rio, Álvaro Lins, preso na manhã desta quinta-feira pela Polícia Federal, na Operação Segurança Pública S/A, já teve o nome envolvido em vários escândalos.

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Ele foi acusado pela Polícia Federal de integrar a máfia dos caça-níqueis, durante a Operação Gladiador, em dezembro de 2006. Na Operação Furacão, policiais do chamado grupo dos "inhos" foram presos acusados dos mesmos crimes.

Ligado à governadora Rosinha Garotinho, ele teve uma ascensão meteórica na política em 2006. Foi um dos deputados estaduais mais votados e dos que tiveram maiores gastos de campanha. Lins ainda é alvo de processo no Tribunal Superior Eleitoral, por suposta compra de votos. Ele foi eleito com 108.652.

Em abril de 2008, o deputado estadual foi acusado de fraudes no auxílio-educação da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj). No entanto, ele foi absolvido pelo Conselho de Ética da Alerj e também inocentado pelo Ministério Público Estadual (MP). Álvaro Lins nega todas as acusações.

Lista do bicho
Quando ainda era capitão da Polícia Militar, Lins teve seu nome envolvido com o jogo do bicho. Segundo uma lista apreendida na fortaleza do bicheiro Castor de Andrade, ele teria recebido US$197 em setembro de 1993. Como os demais PMs acusados, Lins não foi afastado de suas atividades. Ele foi promovido e passou a trabalhar na Comissão Permanente de Licitação do Gabinete Civil do governador.

Quando Hélio Luz foi demitido da Chefia da Polícia Civil, comentava-se que Lins fora o pivô de um incidente entre o delegado e o então governador Marcello Alencar. Marcello teria pressionado Luz a aceitar o ingresso do capitão como delegado da Polícia Civil. Luz teria reagido, afirmando que não aceitaria a medida enquanto fosse chefe. Amparado por uma decisão judicial, o capitão foi nomeado.

Apartamento de R$ 1,2 mi
As investigações que resultaram na Operação Gladiador relacionaram imóveis e carros usados por ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins, entre eles o apartamento 601 do número 94 da Rua Cinco de Julho, em Copacabana. O imóvel, onde o ex-chefe de Polícia Civil vive, foi transferido para Maria Canali Bullos em janeiro de 2005. Avó da atual ex-mulher de Lins, Maria Canali é aposentada e até 2004 fazia declaração de isenta. Após a transferência imobiliária, no entanto, a situação cadastral da aposentada passou a figurar como pendente de regularização. Maria Canali é pensionista do INSS.

Avaliado em R$ 1,2 milhão, o apartamento onde o delegado mora estava em nome de João Luiz Ferreira Alvarez, que também aparece como proprietário do Toyota Corolla usado pela segurança de Lins durante a campanha eleitoral. Na declaração de bens apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o ex-chefe de Polícia Civil declara dois apartamentos em Barra Mansa, um jipe Ford e um telefone, totalizando um patrimônio de R$ 78,1 mil.

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