Rio: PF prende deputado e faz busca em gabinete

29 de maio de 2008 • 08h46 • atualizado às 15h02
Os policiais chegaram na casa de Álvaro Lins por volta das 6h Foto: Alexandre Vieira/O Dia
Os policiais chegaram na casa de Álvaro Lins por volta das 6h
29 de maio de 2008
Foto: Alexandre Vieira/O Dia

Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro


A Polícia Federal prendeu nesta manhã do deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Álvaro Lins (PMDB) durante a operação Segurança Pública S/A. Ele é suspeito de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação ao contrabando. Os agentes foram até o gabinete do deputado, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), com mandados de busca e apreensão.

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O advogado de Álvaro Lins, Harina Araújo, disse que desconhece todas as acusações que pesam contra o deputado. Segundo ele, Lins reagiu à prisão com muita tranqüilidade, pois sabe que é inocente.

O presidente da Casa, Jorge Picciane (PMDB), disse que foi informado sobre a necessidade dos agentes de apreender documentos no local. Ele avalia a situação do parlamentar com a mesa diretora da Casa nesta tarde.

Os policiais chegaram na casa de Álvaro Lins, na rua 5 de Julho, em Copacabana, por volta das 6h. A residência foi vasculhada por cerca de duas horas. Os agentes recolheram documentos e computadores.

Segundo as investigações da PF, o apartamento de Álvaro Lins teria sido comprado com dinheiro ilícito.

Além de Álvaro Lins, foram detidos o sogro do parlamentar, Francis Bullos, e a ex-mulher do político, Luciana Gouveia dos Santos. A operação Segurança Pública S/A também prendeu através de mandado os inspetores de polícia Mário Franklin de Carvalho, o Marinho, e Alcides Santos Ferreira, o Alcides Cabeção. Outros dois envolvidos já se encontravam detidos.

Os agentes federais ainda pretendem cumprir três mandados de prisão. Eles procuram o ex-chefe da Polícia Civil Ricardo Hallak, o delegado Luis Carlos dos Santos, chefe do gabinete de Álvaro Lins na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), e o policial Helio Machado da Conceição, mais conhecido como Helinho.

O ex-governador Anthony Garotinho foi denunciado pelo crime de formação de quadrilha armada. O Ministério Público e a PF ainda não confirmaram essa informação.

A Operação Segurança Pública S/A foi elaborada com base em documentos apreendidos pela Operação Gladiador promovida pela Polícia Federal, no final de 2006. Na ocasião, o trabalho foi realizado para cumprir 45 mandados de prisão de pessoas ligadas à máfia dos caça-níqueis.

O deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins, o ex-governador Anthony Garotinho e mais 14 suspeitos foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF).

Com informações de O Dia Online

Redação Terra
 
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