Madrasta de Isabella não verá interrogatório de Nardoni

28 de maio de 2008 • 18h52 • atualizado às 22h28

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

São Paulo


Por determinação do juiz Mauricio Fossen, a madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá, não poderá acompanhar o interrogatório de Alexandre Nardoni. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, ela foi levada para a carceragem do Fórum de Santana, em São Paulo. O casal se encontrou por alguns minutos. De acordo com um policial, Nardoni tentou acalmar a companheira.

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O interrogatório da madrasta teve início às 13h52 e terminou às 17h30, totalizando cerca de três horas e 40 minutos de duração. Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça, ela se emocionou e chorou em diversos momentos do interrogatório e disse ao juiz Mauricio Fossen que as acusações são "totalmente falsas".

Segundo a assessoria do tribunal, Anna Carolina afirmou em interrogatório que foi pressionada pela polícia desde o dia da morte da menina a incriminar o pai da garota, Alexandre Nardoni.

A assessoria do tribunal informou que, em seu interrogatório, Anna Carolina disse que a delegada Renata Pontes falou que Nardoni possui curso superior e a madrasta, não. "Você tem noção do que é cair numa prisão?", teria dito a delegada à madrasta, de acordo com o interrogatório.

Anna Carolina foi contestada pelo promotor responsável pelo caso, Francisco Cembranelli. Ele disse que, quando ela foi pela segunda vez à polícia, não relatou esse fato. A Polícia Civil de São Paulo informou que não vai se pronunciar sobre a declaração da madrasta pois o caso já está com a Justiça.

Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida no dia 29 de março no jardim do prédio onde moram o pai Alexandre Nardoni e a madrasta Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.

O inquérito policial apontou que ela foi agredida, asfixiada e jogada do sexto andar do edifício. No dia 18 de abril, Alexandre e Anna Carolina foram indiciados por homicídio doloso, triplamente qualificado. No dia 6 de maio, o promotor Francisco Cembranelli denunciou e pediu a prisão preventiva do casal, aceita pela Justiça. Alexandre está preso na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado (P-2), em Tremembé (SP), e Anna Carolina, na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, também em Tremembé.

Os interrogatórios do casal não foram abertos à imprensa. Por isso, as informações sobre as oitivas foram passadas pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça.

Redação Terra
 
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