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Hoje deveriam ter sido ouvidos os irmãos Washington Domingos Napolitano e Edson Luis Napolitano, acusados de gerenciar a casa de prostituição W.E., onde o dinheiro obtido nos empréstimos no BNDES seria lavado, segundo informações da Polícia Federal.
Os dois permaneceram na 2ª Vara por cerca de duas horas, mas não prestaram depoimento. Os advogados de defesa dos irmãos e de outros réus solicitaram o adiamento dos interrogatórios, alegando que novas provas teriam sido anexadas aos autos sem que tivessem sido informados antecipadamente.
Anderson Real, advogado dos irmãos Napolitano, disse as novas provas juntadas hoje ao processos seriam CDs com conversas gravadas entre os réus.
"Na verdade, não tem novas provas. As provas só ratificam os fatos que estão narrados na denúncia. Mas para evitar qualquer tipo de alegação da defesa, o juiz remarcou as audiências para segunda (26 de maio) e sexta-feira (30) que vem", disse a procuradora Adriana Scordamaglia.
"Acusação continua muito segura e sossegada com relação ao conteúdo dos autos e da legalidade das provas", acrescentou.
O advogado de Ricardo Tosto, Guilherme Batocchio, também disse que o pedido de adiamento dos interrogatórios era porque "não haviam sido juntadas aos autos todas as provas que pudessem permitir o exercício da ampla defesa".
Batocchio não soube especificar que provas seriam essas, mas disse que os advogados tiveram conhecimento sobre a existência dessas novas provas, "porque existem referência sobre essas provas nos autos".
O advogado também negou que tenha sido uma estratégia da defesa para ganhar mais tempo. "Não se trata de estratégia. Se trata de cumprimento e observância da Constituição Federal", afirmou. Segundo o advogado, Tosto deve prestar depoimento no dia 30 de maio.
Agência Brasil