Secretário é contra redução da faixa de fronteira

20 de maio de 2008 • 22h10 • atualizado em 21 de maio de 2008 às 00h14

A proposta de redução da faixa de fronteira do Brasil tornaria mais vulnerável a defesa do território nacional, de acordo com o secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa, coronel Gustavo de Souza Abreu. Ao participar hoje (20) de audiência pública na Câmara do Deputados, ele se posicionou contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz de 150 para 50 quilômetros a extensão da faixa de fronteira brasileira.

Para o coronel, a necessidade de desenvolvimento da região não pode colocar em segundo plano a defesa do país. "Provavelmente, os prefeitos dos municípios não estão preocupados com a defesa do território, mas o Exército está. Ainda que as ameaças não sejam aquelas da Segunda Guerra Mundial, elas existem e são graves, inclusive no nosso continente. A defesa faz sempre o papel daquele pai, com medidas antipáticas, que se preocupa com a cerca elétrica, em vez de se preocupar com um jardim bonito", comparou o coronel. "Medidas de defesa são antipáticas, mas necessárias", completou.

Na avaliação do secretário, o governo pode adotar outras medidas para incentivar o desenvolvimento dos 588 municípios localizados nas áreas de fronteira do Brasil. "Podemos pensar em medidas de ordem tributária, que beneficiem esses municípios. Pode-se ainda rever a questão da migração. No entanto, é necessário garantir o poder de polícia para o Exercito nessas áreas", destacou.

Agência Brasil
 
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