Política

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Terça, 20 de maio de 2008, 15h32 Atualizada às 21h39

Suspeito: se anexei arquivo foi por falha humana

O ex-funcionário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires, apontado por sindicância da Casa Civil como o funcionário que vazou o suposto dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, afirmou, em depoimento à CPI dos Cartões, que ficou surpreso ao saber que o laudo do ITI detectou que o suposto dossiê teria sido repassado do computador dele. "Minha primeira reação foi de espanto (...). Não tenho memória de que anexei arquivo e mandei para o André (Fernandes, assessor do senador tucano Álvaro Dias) (...). Enfatizo que se anexei (a planilha com os gatos de FHC) não houve dolo ou má fé, foi uma falha humana".

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José Aparecido disse que nunca recebeu ordens ou conversou sobre o banco de dados com a secretária-executiva Erenice Guerra e nem com a ministra Dilma Rousseff. "Nunca, nunca mesmo conversei sobre isso com Erenice, nem com Dilma, essa é a verdade", afirmou.

O ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil disse que não teve nenhuma participação na elaboração de um banco de dados e que apenas cedeu dois funcionários.

Segundo ele, Fernandes nunca falou com ele sobre o e-mail com as informações sobre o ex-presidente FHC durante as vezes que os dois se encontraram após o suposto dossiê ter sido noticiado pela mídia.

Aparecido defende a tese de que a Casa Civil montava um banco de dados e que ele repassou o e-mail com algumas informações por engano para o assessor do senador tucano. "Todo mundo na vida já repassou um e-mail errado", afirmou.

Pedido de emprego
José Aparecido disse que André tentou arranjar emprego como assessor adjunto no Ministério do Planejamento, no período do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Ele cogitou a possibilidade de ser secretário junto ao ministério e me mandou o curriculo", disse José Aparecido.

A declaração de José Aparecido contraria o depoimento de Fernandes, que garantiu na CPI que nunca pediu emprego no governo Lula.

Por causa da contradição, parlamentares defendem que seja realizada uma acareação entre José Aparecido e Fernandes.

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