Política

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Terça, 20 de maio de 2008, 13h51 Atualizada às 13h57

CPI nega sessão secreta pedida por assessor

A base governista conseguiu derrubar o pedido do depoente André Fernandes, assessor do senador tucano Álvaro Dias (PR), de falar em uma sessão secreta sobre temas que "vão além do dossiê". Depois de muita polêmica entre governo e oposição, a presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), decidiu botar o tema em votação, mas o pedido foi rejeitado.

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Fernandes havia afirmado que precisaria de uma sessão secreta para falar aos parlamentares sobre ameaças feitas por José Aparecido Nunes Pires, apontado como vazador dos dados sigilosos sobre gastos do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, as afirmações poderiam ferir a honra das pessoas envolvidas.

O pedido de Fernandes gerou polêmica e causou tumulto no plenário da CPI. Os ânimos ficaram alterados e houve um princípio de bate-boca entre governo e oposição.

Uma sindicância da Casa Civil apontou o ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Pires, como o responsável pelo vazamento dos dados sigilosos sobre gastos do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Segundo as investigações, ele trocou e-mails com André Fernandes, anexando o suposto dossiê às mensagens. Pires confirmou a troca de e-mails, mas negou ter enviado o arquivo.

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