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Atualizada às 14h05
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Porém, segundo especialistas não há o que comemorar. Estudiosos de trânsito, autoridades e população são unânimes em defender que, com o aumento de veículos nas vias, crescem problemas como a falta de vagas com déficit de 30 mil somente na região central e com os congestionamentos, que se tornam cada vez mais freqüentes nas vias de acesso à cidade.
Para o professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em trânsito Paulo Cézar Marques, questão principal não é a quantidade de carros. "O problema central do Distrito Federal é a necessidade que as pessoas têm de cada uma usar o seu próprio veículo em qualquer deslocamento que tem para fazer. O essencial não é reduzir a frota, é reduzir a quantidade de veículos que circula do no dia-a-dia. E, para isso, é necessário fazer investimento em transporte público coletivo e transporte não motorizado", defendeu.
Com a marca de um milhão de carros, há "um milhão de problemas", segundo o diretor do Detran-DF, Jair Tedeschi. Ele afirma que estão em estudo diversas ações que visam a diminuir o fluxo de carros, principalmente nos maiores "pontos de estrangulamento", como a região central de Brasília.
"Cogitamos cobrança de pedágio para a utilização da área central, rodízio de placas. Essas medidas são drásticas e só serão implementadas se realmente houver necessidade", afirma. "Procuramos soluções a curto, médio e longo prazos", completa Tedeschi.
O secretário de Transportes do Distrito Federal, Alberto Fraga, é mais cauteloso quando se trata das medidas "antipáticas" para desafogar o trânsito. Ele afirma que o rodízio, por exemplo, só vai acontecer se programas para melhoria do transporte coletivo não surtirem efeito.
Atualmente, o governo do Distrito Federal tenta colocar em prática o Projeto Brasília Integrada, que pretende melhorar o transporte público da capital federal, aliando serviços de metrô, microônibus e ônibus. Há também projetos de implantação de trens leves e expansão do metrô que atualmente transporta 140 mil passageiros, mas atende apenas a parte sul do DF.
Fraga admite que o transporte público brasiliense "deixa a desejar" e destaca que a curto ou a médio prazo, não há nenhuma solução para os problemas do trânsito da capital federal.
Agência Brasil
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