Política

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Terça, 20 de maio de 2008, 11h16 Atualizada às 11h39

Dossiê: assessor viu e-mail como intimidação ao PSDB

O assessor do senador tucano Álvaro Dias, André Fernandes, disse que interpretou como uma "intimidação ao partido" o fato de o ex-funcionário da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, ter enviado para ele um suposto dossiê com dados sigilosos sobre gastos do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso.

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Uma sindicância da Casa Civil apontou o ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Pires, como o responsável pelo vazamento dos dados sigilosos. Segundo as investigações, ele trocou e-mails com André Fernandes, anexando o suposto dossiê às mensagens. Pires confirmou a troca de e-mails, mas negou ter enviado o arquivo.

Fernandes afirmou que a planilha enviada em anexo no e-mail de José Aparecido "claramente não era uma planilha técnica". Segundo ele, o e-mail continha uma frase imperativa: "André, leia o texto".

O relator da CPI, deputado Luiz Sergio (PT-RJ), perguntou a Fernandes se houve chantagem no caso envolvendo o suposto dossiê. O assessor de Dias afirmou que, se houve chantagem, foi ao PSDB. "Me senti intimidado. Se houve chantagem, foi ao partido, né? Sou assessor de um dos principais senadores da oposição", afirmou Fernandes.

O assessor de Dias relatou como foi uma conversa que teve com José Aparecido, em que ele contou como foi elaborada a planilha. "Ele usou a expressão banco de dados seletivo. Ele disse que em 8 de fevereiro houve uma reunião no Palácio", disse.

Fernandes ainda negou ter vazado as planilhas para a imprensa e disse que só as repassou para o senador Álvaro Dias. "Não passei para ninguém mais. Só para ele."

O depoimento ocorre com base nas informações da Polícia Federal, que já ouviu o assessor e também o ex-secretário. Em reunião secreta, deputados e senadores analisaram os depoimentos deles à PF, que foram entregues à CPI sob sigilo. Depois de ouvir Fernandes, a CPI vai interrogar José Aparecido Pires.

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