Política

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Sábado, 17 de maio de 2008, 02h26

Rio: PL em prol de empresários some da pauta

Tramita pela Câmara Municipal projeto de lei que, se aprovado, vai permitir a empresários de ônibus permanecer por mais 20 anos explorando o serviço sem licitação. A proposta seria votada ontem, mas 'sumiu' misteriosamente depois que o 'Informe do O Dia' noticiou a convocação da sessão extraordinária. A denúncia é dos vereadores Eliomar Coelho (PSOL) e Paulo Cerri (DEM), líder do governo na Casa.

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O democrata afirma que, na noite de quinta-feira, três vereadores de sua bancada - Alexandre Cerruti, Rosa Fernandes e Wanderley Mariz - protestaram contra um 'golpe' do qual teriam sido vítimas no plenário. De acordo com Cerri, os parlamentares alegaram que assinaram parecer que colocaria em votação o projeto da prorrogação da concessão dos ônibus, mas pensavam ter avalizado o arquivamento de proposta de Eliomar Coelho para regulamentar a licitação do setor, anunciada pelo prefeito Cesar Maia para junho.

"No mesmo dia avisei que a bancada do DEM não compareceria à sessão que, aliás, nem foi publicada no Diário Oficial. Matéria como essa não pode ser votada clandestinamente", protestou Cerri.

Na sexta-feira, o projeto desapareceu. Na mesa diretora, a informação era que o texto estava na sala de Aloísio Freitas (DEM). Mas o parlamentar não foi encontrado para comentar a questão.

"Quando soube que tinha assinado parecer favorável à votação reclamei com o Aloísio. Ele garantiu que retiraria o projeto até terça-feira".

Na mesma linha, Wanderly Mariz afirma ter assinado parecer para arquivar projeto do colega do PSOL. "Encaminhei ofício à presidência informando que não avalizei projeto de apoio à medida absurda de prorrogar concessão das viações", afirmou. A autoria do projeto, ninguém denuncia. "Prefiro não falar quem colheu minha assinatura", disse Cerruti. Há 10 anos, lei aprovada por vereadores prorrogou as concessões por 10 anos.

Apesar de a Câmara negar a sessão extraordinária, pelo menos 13 vereadores compareceram. A última vez que eles votaram numa sexta foi em 4 de janeiro.

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