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Atualizada às 22h52
Nívea Souza
Direto do Rio de Janeiro
» Faetec: denúncia é infundada
» TCE determina inspeção em contas
» Polícia investiga supostos desvios
Erotildes Alves de Moura, 69 anos, percebeu que produtos adquiridos pela instituição estavam muito acima do preço e resolveu denunciar. O alerta do almoxarife foi feito ao Ministério Público Federal e resultou na Operação Raposa no Cofre, promovida ontem por homens da Delegacia Fazendária da Polícia Federal. Os agentes recolheram documentos na sede da Faetec, em Quintino, e na empresa Silva & Marques Cia, em Cascadura, na zona norte.
"Recebi o material da Silva & Marques e desconfiei dos preços. Tirei cópia das notas fiscais e fui às ruas fazer uma pesquisa. O fornecedor passou o detector de vazamento de gases por R$ 6,8 mil, mas isso custa R$ 95", destacou Moura, que trabalha há 10 anos na Faetec.
O almoxarife constatou outras compras acima do preço e ficou revoltado com a situação diante da dificuldade financeira enfrentada pela Fundação de Apoio à Escola Técnica. "Enquanto a escola está abandonada e os funcionários precisam pagar a passagem do próprio bolso, a Faetec está jogando dinheiro no ralo", disse.
A Polícia Federal apura quem são os responsáveis pelo superfaturamento. O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), José Maurício Nolasco, determinou a realização de uma inspeção especial na fundação.
Os auditores do TCE-RJ iniciarão a atividade na próxima segunda-feira. O trabalho vai verificar os indícios de irregularidades e poderá apresentar resultados em até 30 dias.
Redação Terra
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