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Atualizada às 21h55
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A droga foi encaminhada ao Instituto Nacional de Criminalística em Brasília, onde passará por análises e perícias a fim de definir qual a substância e composição do líquido encontrado. O dinheiro também foi arrecado e ficará sob a custódia da PF até que o suspeito comprove a origem do mesmo.
Os policiais federais identificaram a loja de produtos veterinários onde o suspeito comprou o analgésico e repassaram o nome para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em Belém. O estabelecimento poderá responder por infrações administrativas e até ser fechada.
O suspeito poderá responder por contrabando, descaminho e, dependendo do laudo pericial, até por tráfico de drogas e associação.
Efeitos
De acordo com a PF, o consumidor experimenta uma sensação de "quase morte". A droga é obtida por meio de refino da substância cloridrato de ketamina, encontrada em alguns medicamentos anestésicos veterinários.
A PF informou que assim como o ecstasy e o ácido lisérgico (LSD), o ketamina migrou dos consultórios para o terreno ilícito das ruas e entrou em festas raves e casas noturnas das grandes cidades, como São Paulo e Brasília. O anestésico líquido passa por um processo de refino até se transformar no pó conhecido como "Special K".
A substância, aspirada, dissolvida em bebidas alcoólicas ou misturada a cigarros e à maconha, traz uma sensação de relaxamento. A ketamina é comercializada em forma de pó, líquido ou em drágeas e é usada em cirurgias de várias espécies animais, como cavalos, bois, cães e animais silvestres.
Segundo a PF, a substância causa dependência física e psicológica em pouco tempo, além de nervosismo, problemas respiratórios, ataque de pânico, depressão, convulsões, taquicardia e morte. Os efeitos começam a surgir dois minutos após o consumo, conforme informou a polícia.
Redação Terra
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