Polícia

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Sexta, 16 de maio de 2008, 21h20 Atualizada às 22h46

Defesa do pai de Isabella quer transferência por temer doença

Riscos de doenças e a necessidade de um local adequado para presos com curso em nível superior foram as justificativas apresentadas pelos advogados de Alexandre Nardoni para embasar o pedido de transferência para a P-2 de Tremembé (Penitenciária Dr. José Augusto Salgado Ribeiro), no interior de São Paulo. Segundo o advogado Ricardo Martins, a família de Alexandre tem medo de que ele venha a contrair alguma doença, já que está isolado na enfermaria do Centro de Detenção Provisória (CDP-2) de Guarulhos cumprindo regime de observação.

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"Uma preocupação da família, bem como a dos advogados, é que ele não está em uma prisão especial. Uma outra preocupação é pelo fato dele estar na enfermaria. Segundo informações que obtivemos, existem presos ali com um quadro clínico um pouco complicado, como de tuberculose. Por conta também dessas informações que pleiteamos a transferência dele com urgência", disse Martins.

Apesar de existirem no Estado duas unidades especiais que podem receber presos com nível superior - a P-2 e a Penitenciária Dr. Sebastião Martins Silveira, em Araraquara - Martins confirmou ontem a preferência dos advogados pela primeira.

"Fizemos um peticionamento judicial e um peticionamento administrativo requerindo sim a transferência dele com urgência para um estabelecimento prisional com condições adequadas. Esperamos que isso seja feito o mais rápido possível. O nosso pleito foi justamente a transferência para Tremembé", afirmou o advogado.

A P-2 é considerada uma "prisão especial", com capacidade para atender 408 sentenciados, como ex-policiais militares ou civis, agentes de segurança penitenciária, filhos de funcionários da Justiça e demais pessoas que possam sofrer constrangimento físico ou moral em razão da função pública ou atividade particular que tenham exercido.

Entre os presos no local, estão o estudante de medicina Mateus da Costa Meira, que matou três pessoas em um shopping em São Paulo e foi condenado em 2004 a 120 anos de prisão. Também estiveram presos na P-2 o ex-goleiro Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, filho de Pelé, e o comerciante Lao Kin Shong.

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