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Sexta, 16 de maio de 2008, 16h03 Atualizada às 16h11

PB: leite adulterado era fornecido a merenda escolar

A empresa que supostamente adulterava leite em pó na Paraíba e foi fechada durante a Operação Lactose da Polícia Federal fornecia o produto para merenda escolar e para cestas básicas que eram distribuídas pelo Exército a desabrigados das chuvas. A informação é do Ministério da Agricultura que fez ainda um alerta nacional à Vigilância Sanitária e Procons para a retirada do mercado das cinco marcas de leite em pó com suspeita de falsificação.

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De acordo com o diretor do departamento de inspeção de produtos de origem animal do Ministério da Agricultura, Nelmon Costa, a Big Leite Ltda, que empacotava os leites da marca Bom Du Leite, Naturessi, Cilpe, Big Leite e Só Beber, tinha um grande mercado na região norte, nordeste e até em outros Estados brasileiros. "As informações é que eles forneciam produtos para merenda escolar e até ao Exército".

Nelmon Costa foi de Brasília para a Paraíba acompanhar a Operação Lactose. Nesta manhã, ele se reuniu com técnicos do Ministério da Agricultura em João Pessoa para traçar as estratégias locais de retirada do leite do mercado. A fiscalização nos supermercados da Paraíba continua.

Segundo ele, as amostras do leite que está sendo recolhido estão sendo enviadas para o Laboratório de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais. "Geralmente o resultado disso é rápido, mas devido à grande quantidade, deve demorar cerca de 30 dias", explicou o diretor.

A Polícia Federal já notificou as secretarias de educação do Estado e municípios para que verifiquem se há a presença das cinco marcas do leite na merenda escolar que é adquirida pelas unidades de ensino.

De acordo com a delegada Luciana Paiva, que preside as investigações, o depoimento de testemunhas e presos, além das perícias do material apreendido durante a operação, já começaram.

Neste sábado, os quatro presos durante a Operação Lactose nos Estados de Pernambuco, Ceará, Bahia e Santa Catarina chegam à Paraíba. Eles vão ser encaminhados à sede da Polícia Federal em João Pessoa. Entre eles, está um funcionário do laboratório do Ministério da Agricultura suspeito de trocar as amostras do leite adulterado por outras de produto com boa qualidade. "Se for comprovado o envolvimento dele no episódio, isso poderá resultar em demissão", explicou Nelmon Costa.

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