Rio: cocaína apreendida foi misturada a fermento

16 de maio de 2008 • 02h36 • atualizado às 02h36

A apreensão de 173 quilos de cocaína, classificada como a maior do atual governo, na tarde de quarta-feira, no Complexo de São Carlos, foi superdimensionada. Laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) atesta que grande parte do pó branco, dividido em dezenas de sacos plásticos, é feito de fermento, produto que seria misturado à droga antes de chegar às bocas-de-fumo. Na apresentação do material policiais estimaram que o tráfico havia sofrido um prejuízo de quase R$ 1,9 milhão.

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A análise do pó encontrado pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) começou na tarde de quinta-feira. Os sacos estavam divididos entre cocaína, cocaína misturada com fermento e apenas fermento. O percentual exato só deve ser divulgado nesta sexta, mas o próprio chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, admitiu: "Não sei a quantidade certa, mas sei que uma parte dela não é cocaína".

Já Beltrame não escondeu a irritação com o questionamento à suposta maior apreensão de cocaína de sua gestão. "O primeiro teste para saber se o material era cocaína foi feito e deu positivo. Que eles (traficantes) misturam droga com outras substâncias nós sabemos, mas temos que aguardar o laudo para saber a quantidade correta dessa mistura", disse.

De qualquer maneira, o prejuízo de Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, que há duas semanas controla as bocas-de-fumo do São Carlos, é bem menor que se imaginava. Os 135 quilos de cocaína, somados a outros 36 de pasta de cocaína e dois quilos de pasta-base, não eram tão puros como se acreditava. Um quilo de fermento custa em torno de R$ 15. Já um quilo de cocaína sai por R$ 10 mil (preço que pode chegar a R$ 15 mil, dependendo do grau de pureza).

Redação Terra
 
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