PF: 5 marcas de leite em pó são recolhidas no País

15 de maio de 2008 • 10h18 • atualizado às 12h08
Marca de leite em pó integral começa a ser retirada de prateleira de supermercado, em João Pessoa (PB) Foto: Michelle Sousa/Especial para Terra
Marca de leite em pó integral começa a ser retirada de prateleira de supermercado, em João Pessoa (PB)
15 de maio de 2008
Foto: Michelle Sousa/Especial para Terra

Michelle Sousa
Direto de João Pessoa

São Paulo


Cinco marcas de leite em pó integral que seriam adulteradas por uma suposta quadrilha presa pela Polícia Federal começaram a ser retiradas nesta manhã das prateleiras de todo o País. Segundo a PF, as marcas com leite falsificado são Só Beber, Naturessi, Bom Du Leite, Cilpe e Big Leite.

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A PF prendeu, por meio da Operação Lactose, sete pessoas suspeitas de participar do esquema de adulteração na Paraíba, Pernambuco, Bahia, Ceará e Santa Catarina. O grupo é acusado de comprar leite em pó normal e substituir 50% do leite por soro. Em seguida, o produto falsificado era reembalado e distribuído ao mercado.

A sede da empresa investigada, segundo a PF, é localizada na cidade de Alhandra, a 36 km de João Pessoa. Após a falsificação, a empresa receberia notas fiscais frias de empresas de Santa Catarina, Bahia e Ceará.

O leite adulterado era comercializado com o carimbo do Ministério da Agricultura. Isso só era possível, conforme as investigações, pois a quadrilha pagaria propina a funcionários do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) de Pernambuco. As amostras de leite colhidas na empresa investigada eram trocadas pelos funcionários por amostras de leite normal. Dessa forma, a fiscalização não descobria a fraude.

A PF investiga a suposta quadrilha há um ano, após uma denúncia feita pelo próprio Ministério da Agricultura. Em Pernambuco, um funcionário do laboratório do ministério, identificado como Urbano José Dantas, foi preso.

Os envolvidos serão indiciados por estelionato, crime contra a saúde pública, formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção passiva e ativa.

Redação Terra
 
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