Política

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Terça, 13 de maio de 2008, 20h42 Atualizada às 08h00

MT: Marina era radical, diz federação de agricultores

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, afirmou que o setor produtivo espera com a saída da ministra do Meio Ambiente que o sucessor observe questões econômicas e sociais, e não apenas ambientais. "Nós a consideramos radical, tanto que a Famato tem três ações contra o Ibama e Ministério do Meio Ambiente por considerarmos que ela não leva em conta as atividades econômicas dos produtores na Amazônia", disse.

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"Nós queremos um ministro que tenha diálogo e não parta para ações arbitrárias. Não sabemos ainda se vai ficar pior a situação", afirmou.

Mato Grosso foi apontado como o Estado que mais desmata a Amazônia, pois concentrou 19 (52,7%) dos 36 municípios que mais desmataram a floresta. Os dados foram registrados nos meses de agosto a dezembro de 2007, pelo sistema DETER (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Na época da divulgação dos dados, o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR-MT), saiu em defesa dos produtores e declarou que o Estado não era o que mais desmatava e que os dados divulgados pelo Inpe estavam incorretos.

O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR-MT), foi procurado para comentar sobre o pedido de demissão da ministra, mas a assessoria de imprensa do governo informou que ele não irá se pronunciar nesta terça-feira.

Para aumentar o cerco contra o desmatamento, no mês de fevereiro, os bancos oficiais do Brasil assumiram o compromisso de auxiliar na implantação do decreto presidencial nº 6321, de dezembro de 2007. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o texto siginifica, na prática, a não concessão de financiamento a quem esteja em áreas embargadas. Além disso, exige o recadastramento dos 36 municípios considerados prioritários para vigilância, bem como o atestado de reserva legal e de área de preservação permanente.

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