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Atualizada às 21h31
"Um grupo de garimpeiros, sob a liderança do MST, invadiu, às 13h30 de hoje, 13 de maio, a Estrada de Ferro Carajás (EFC), no mesmo local da última ocupação, durante o Abril Vermelho, em Parauapebas (PA)", informou a mineradora, por meio de nota.
De acordo com a Vale, a cada dia em que a ferrovia fica paralisada, a empresa deixa de transportar cerca de 300 mil t de minério de ferro. "O prejuízo diário é de 22 milhões de dólares para a balança comercial brasileira", disse a mineradora.
Segundo a empresa, antes de ocuparem a ferrovia, os invasores fizeram dois funcionários reféns, após interceptarem um carro da Vale. Os dois foram obrigados a deixar o veículo e levados para o acampamento montado pelo MST a cerca de 70 m da ferrovia, em Parauapebas. Algum tempo depois, eles foram liberados e os manifestantes decidiram invadir a linha de trem.
O comunicado da companhia afirma que essa é décima primeira invasão a uma instalação da Vale desde março do ano passado. "Os invasores alegam tratar-se de um protesto pelo fato de não ter sido dada sequência às reuniões acertadas com os governos federal e estadual para o atendimento de suas reivindicações."
"A Vale se encontra involuntariamente envolvida, há mais de um ano, numa disputa que não lhe diz respeito, leva medo a seus empregados e à população local e interfere nas suas atividades. A resolução dessa situação depende unicamente do empenho das autoridades", destacou a nota.
Reuters
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