Política

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Terça, 13 de maio de 2008, 20h04 Atualizada às 20h11

Dossiê: PF não encontra secretário para depor

A Polícia Federal não conseguiu tomar o depoimento do funcionário da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires, acusado de vazar o suposto dossiê com dados sigilosos sobre gastos do governo Fernando Henrique Cardoso a um assessor do senador Alvaro Dias (PSDB-PR). De acordo com a PF, o motivo é que Pires não foi encontrado no trabalho, nem em sua residência. A intimação para depor só pode ser entregue em mãos.

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A falta do depoimento de Pires à PF pode atrasar os trabalhos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões Corporativos. A comissão aguarda o conteúdo do depoimento de Pires à PF para ouvi-lo junto ao assessor André Fernandes.

Os parlamentares esperavam ouvir os dois na próxima quinta-feira tendo em mãos o conteúdo dos depoimentos deles prestados à PF, o que não deve mais ocorrer.

Como não conseguiu ouvir Pires, o delegado Sérgio Menezes, que preside o inquérito do dossiê, ouviu por mais de três horas o depoimento de um dos servidores da Casa Civil que integrava o grupo de trabalho criado para construir um banco de dados de gastos que estava sendo feito na pasta. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, confirma a elaboração do banco de dados, mas nega que ele seja um dossiê contra o governo FHC.

A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano, enviou um ofício para pedir à Justiça que autorize a Polícia Federal a repassar à comissão o conteúdo integral dos depoimentos dos dois suspeitos.

Fernandes prestou depoimento ontem ao delegado Sérgio Menezes, que preside o inquérito do dossiê. A CPI pretende fazer uma espécie de acareação com os dois servidores logo depois que receber os dados da PF contendo os depoimentos.

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