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 PF prende 27 suspeitos de crimes pela Internet
13 de maio de 2008 08h46 atualizado às 14h18

Carros apreendidos no Rio Grande do Sul ficaram detidos na PF em Porto Alegre . Foto: Fabiana Leal/Terra

Carros apreendidos no Rio Grande do Sul ficaram detidos na PF em Porto Alegre
Foto: Fabiana Leal/Terra

A Polícia Federal prendeu 27 pessoas em sete Estados na Operação Cardume, contra crimes pela Internet. O grupo é suspeito de obter senhas bancárias por meio de um método conhecido como phishing scan - programas que capturam dados digitados por pessoas que utilizam serviços bancários pela web. Segundo a PF, em um ano foram desviados R$ 5 milhões.

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Segundo a PF, a quadrilha fazia transferências ilícitas para contas de laranjas e pagamentos de contas. A operação foi denominada Cardume em referência ao método utilizado, já que "phishing" seria uma fusão livre do termo "password fishing", ou "pescaria de senhas". Durante as investigações da PF, a quadrilha usou cerca de R$ 300 mil para pagar Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de pessoas que contratavam os serviços do grupo.

Segundo o delegado Daniel Justo Madruga, foram pagas também contas de água e luz, via boleto bancário.

A PF cumpriu também 42 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Sergipe. Estima-se que a quadrilha tenha feito mais de 200 vítimas, e que as fraudes tenham atingido cerca de R$ 500 mil em alguns meses.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz) da Polícia Federal do Rio Grande do Sul, e iniciaram em 2007, como desdobramento da Operação Navegantes, ocorrida no dia 11 de maio daquele ano. Na ocasião, foram presos 15 hackers e "laranjas", previamente aliciados, que emprestavam suas contas bancárias para as quais os montantes eram transferidos ilicitamente, antes de serem sacados.

Os integrantes da quadrilha serão indiciados pelos crimes de furto qualificado, com penas de dois a oito anos de reclusão, e multa; formação de quadrilha, com penas de um a três anos de reclusão; interceptação informática não autorizada, com penas de dois a quatro anos de reclusão, e multa; e receptação, com penas de um a quatro anos de reclusão, e multa.

Redação Terra