Lula quer diária "para acabar com a sacanagem"

12 de maio de 2008 • 21h41 • atualizado às 23h35
O governo quer estabelecer as diárias após o término da CPI dos Cartões Corporativos
O governo quer estabelecer as diárias após o término da CPI dos Cartões Corporativos
12 de maio de 2008
Hermano Freitas/Terra

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

São Paulo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que quer a volta do pagamento de diárias no governo federal "para acabar com a sacanagem". O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, afirmou no dia 19 de março, durante reunião da CPI mista dos Cartões Corporativos, que os ministros voltarão a ter diárias para quando fizerem viagens oficiais dentro do País, com um valor fixo estabelecido.

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Segundo a assessoria de imprensa da Presidência, o governo deve estabelecer diárias em viagens ministeriais após o término da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura irregularidades nos Cartões Corporativos. O sistema de diárias havia sido substituído pelo de cartões.

Lula citou o sistema de diárias como o usado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para financiar os gastos dos dirigentes. O presidente mencionou várias vezes o consumo do álcool como prática comum daqueles tempos. "Hoje em dia, as pessoas acham ruim essa coisa de beber, mas fazer assembléia em porta de fábrica às 4h sem beber não dá", afirmou.

O presidente disse ainda que evitou assistir à projeção do filme Linha de Montagem, documentário sobre os movimentos grevistas do final da década de 70 e início dos anos 80, porque "não ficaria bem um presidente da República chorar". "Temos que tomar todo o cuidado do mundo para não transformar a noite de hoje na noite da nostalgia", disse Lula.

O presidente participou da comemoração dos 30 anos da greve da montadora de caminhões Scania na sede do Sindicato dos Metalúrgico do ABC, no centro de São Bernardo do Campo (SP).

Estiveram presentes no evento o deputado Vicente Paulo da Silva, o ministro da Previdência Luiz Marinho, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, o deputado Franklin Aguiar.

Marta foi a primeira a discursar e afirmou que maio de 78 "é uma data que mudou a relação do trabalho com o capital no País". "A carreira do presidente Lula foi fruto do que aconteceu aqui no ABC", disse a ministra.

Luiz Marinho disse que nos dias de hoje a greve já não é mais tão necessária quanto há 30 anos. "Hoje em dia, os patrões sabem que se não negociar um acordo capaz de ser aprovado em uma assembléia, a greve é certa. Naquele tempo, eles duvidavam".
Redação Terra
 
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