Política

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Domingo, 11 de maio de 2008, 06h30

Suspeito de enviar dados se diz "vítima de armação"

O secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, apontado como responsável pelo vazamento do susposto dossiê contra FHC, se considera "vítima de uma armação" do grupo da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra. Pires já contratou um advogado de defesa. Em conversas com amigos petistas, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ele afirma que usará todos os recursos legais e técnicos para provar que não foi o responsável pelo vazamento de dados.

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O advogado de Pires, Eduardo Toledo, aconselhou PIres a não se manifestar. Por orientação, ele deve esperar os próximos movimentos da CPI dos Cartões, da Polícia Federal e do Palácio do Planalto. Em conversas com interlocutores, Pires ressalta que não cometeria o erro primário de enviar por e-mail um dossiê da Casa Civil do governo Lula para um computador de um assesor de um senador tucano, ainda mais com a experiência que adquiriu após ter trabalhado como auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).

Para Pires, foi arquitetada uma trama para não prejudicar a ministra Dilma Roussef. Integrantes da Casa Civil teriam armado o envio do email para o assessor de Álvaro Dias (PR) com o objetivo de confirmar que não houve elaboração de um dossiê e, ao mesmo tempo, culpar alguém de dentro pelo envio das informações. Pelo raciocínio de Pires, a culpa cairia sobre ele, um funcionário sem ligação com o grupo de Erenice Guerra. Segundo ele, apenas esta hipótese explicaria o motivo pelo qual o vazamento do documetno foi feito de "forma tão primária e ingênua".

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