A obra ligará a Marginal do rio Pinheiros à avenida jornalista Roberto Marinho |
Belisa Figueiró
Direto de São Paulo
São Paulo
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De acordo com os manifestantes, 8 mil famílias que atualmente moram em barracos ao redor da ponte ficarão desalojadas. Durante a manifestação, gritavam que a construção da ponte representa uma "limpeza social" na região.
A obra foi inaugurada neste sábado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o governador do Estado, José Serra, e outras autoridades. Ela ligará a Marginal do rio Pinheiros à avenida jornalista Roberto Marinho, na zona sul da cidade. O obra custou cerca de R$ 280 milhões.
Kassab afirmou que, embora a nova ponte tenha sido um dos projetos mais caros da prefeitura, o compromisso de sua administração "é com a qualidade de vida das pessoas".
"Inauguramos uma das obras que mais recursos consumiram, mas o nosso compromisso é com o social, é melhorar a qualidade de vida das pessoas. Reduzimos o número de grandes obras e selecionamos com muito critério", disse Kassab.
A cerimônia contou com queima de fogos durante cerca de cinco minutos e desfile de carros antigos. Entre outras celebridades, o padre Marcelo Rossi esteve presente à cerimônia e foi fotografado junto às autoridades.
Trânsito
A expectativa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) é que a obra beneficiará, além da marginal, o trânsito do corredor formado pelas avenidas Engenheiro Luiz Carlos Berrini e Chucri Zaidan, além das pontes do Morumbi, Cidade Jardim e avenida dos Bandeirantes.
A melhora do trânsito da avenida dos Bandeirantes se dará por conta da ampliação do tráfego da avenida Roberto Marinho, que passará a ser utilizada de maneira mais intensa como rota alternativa, devido ao acesso pela nova ponte.
Serra afirmou que a inauguração "vai desafogar um pouco, mas não tudo (o trânsito)" e que a construção de um túnel entre o começo da avenida Roberto Marinho e a rodovia dos Imigrantes "será indispensável".
Outro projeto anunciado por Serra durante a inauguração foi a construção de um corredor para Veículo Leve de Transporte (VLT), que ligará a estação Saúde do metrô ao aeroporto de Congonhas.
A estrutura é sustentada por 144 cabos de aço (estais). Projetada para ter uma vida útil de 100 anos sem precisar passar por reforma estrutural, a ponte tem capacidade de trânsito de até 2 mil veículos por hora em cada sentido. A princípio, a CET avalia que o tráfego atingirá metade da capacidade.
De acordo Norberto Duran, gerente da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), responsável pela obra, algumas obras de paisagismo e retoque final da ponte ainda serão realizadas pelos próximos 15 dias. A ponte, que entra em operação neste sábado às 18h, começou a ser construída em 2003.
Redação Terra