SP: ponte pode aliviar marginal e "travar" avenida

10 de maio de 2008 • 08h31 • atualizado às 19h04
Candidata a novo cartão postal da cidade, ponte terá iluminação especial, com variação de cores Foto: Ricardo Brito/Terra
Candidata a novo cartão postal da cidade, ponte terá iluminação especial, com variação de cores
25 de abril de 2008
Foto: Ricardo Brito/Terra

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

São Paulo


A inauguração da ponte Octávio Frias de Oliveira - sustentada por 144 cabos de aço e candidata a novo cartão-postal paulistano -, a partir das 11h, deve trazer alívio para o trânsito na Marginal Pinheiros e aumentar em até 30% o tráfego na avenida jornalista Roberto Marinho, no sentido Jabaquara, segundo avaliação preliminar dos técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). O acesso à ponte será permitido apenas para automóveis e motocicletas. O tráfego de caminhões será proibido.

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A expectativa da empresa é que a obra beneficiará, além da marginal, o trânsito do corredor formado pelas avenidas Engenheiro Luiz Carlos Berrini e Chucri Zaidan, além das pontes do Morumbi, Cidade Jardim e avenida dos Bandeirantes. A melhora do trânsito da avenida dos Bandeirantes se dará por conta da ampliação do tráfego da avenida Roberto Marinho, que passará a ser utilizada de maneira mais intensa como rota alternativa, devido ao acesso pela nova ponte.

Oficialmente, a CET não divulga os números sobre a expectativa da melhora na fluidez no trânsito da região para evitar qualquer desconforto nos primeiros dias de funcionamento da obra. Ontem, às 19h30, a cidade registrou o seu novo recorde de congestionamento, com 266 km de vias com trânsito lento.

Mesmo com o tráfego mais intenso, a empresa acredita que a avenida Roberto Marinho pode trazer benefícios ao motorista como alternativa à avenida dos Bandeirantes. Isso porque, de acordo com técnicos da empresa, hoje a Roberto Marinho é subaproveitada, mesmo nos horários de pico.

A nova ponte permitirá o acesso direto da avenida Roberto Marinho ao sentido Interlagos da Marginal Pinheiros e também o fluxo no sentido contrário. A ligação da marginal - no sentido centro - e a avenida, já é possível há um ano, desde a entrega da primeira fase do Complexo Real Parque, do qual a ponte é a principal via de ligação.

Durante a primeira semana de funcionamento da ponte, que custou aos cofres públicos cerca de R$ 233 milhões, em mais de quatro anos de obras, a CET irá reforçar a fiscalização do tráfego entre as pontes Cidade Jardim e Morumbi e em todo o entorno obra. Para isso, além do reforço no número de equipes, contará com o auxílio de câmaras, monitoradas pela central da companhia.

Projetada para ter uma vida útil de 100 anos sem precisar passar por reforma estrutural, a ponte tem capacidade de trânsito de até 2 mil veículos por hora em cada sentido. A princípio, a CET avalia que o tráfego atingirá metade da capacidade.

De acordo Norberto Duran, gerente da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), responsável pela obra, algumas obras de paisagismo e retoque final da ponte ainda serão realizadas pelos próximos 15 dias.

Redação Terra
 
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