Atualizada às 20h22
Yala Sena
Direto de Teresina
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"Cada um é diferente, mas todos eles têm a mesma história de solidão e abandono das famílias. São idosos que amo e que me tocam profundamente e não poderiam morrer como indigentes", disse Regina Lúcia.
Ela afirma que sempre teve o desejo de adotar os oito, mas encontrava obstáculos. A juíza Júnia Maria Feitosa Bezerra Fialho, da comarca de Palmeirais, autorizou a adoção após visitar o abrigo São Lucas, na zona leste da cidade, em que Regina Lúcia é administradora. "Foi o dia mais feliz do mundo", lembrou Regina.
Os oito são: Maria Dalva Araújo dos Santos, 54 anos, Pedro Paulo, 54 anos, Egídio Alves Bacelos, 63 anos, Maria da Conceição dos Santos, 75 anos, Raimundo Vieira de Carvalho, 77 anos, Maria Luiza da Silva, 60 anos, Justiniano Felipe Silva, 80 anos, e Raimundo Alves de Sousa Filho, 63 anos.
Regina Lúcia é mãe biológica de quatro mulheres e avó de duas crianças. Ela gerencia o abrigo, que vive de doações, e acolhe 55 moradores de rua. A moradora mais velha completará 101 anos na próxima segunda-feira. "Não sei viver sem eles que considero meus filhos de verdade. É um super presente para o Dia das Mães", disse.
A luta de Regina agora é para tirar a carteira de identidade dos novos filhos. Sem o documento, dois deles estão impossibilitados de fazerem cirurgias. "Vou brigar até o fim, só terei sossego quando ver os documentos na minha mão", garantiu.
Há quase 10 anos sem receber visitas da família, Raimundo Filho, 63 anos, disse que se sente feliz com a iniciativa de Regina Lúcia. "Agora, posso dizer que sou brasileiro. Tenho uma mãe e estou pensando em até votar", disse o idoso, que anda em uma cadeira de roda, após amputar a perna direita em decorrência da diabetes.
Maria Dalva dos Santos, ex-moradora de rua, agradece a ação de Regina. "Ela é uma mãe antes mesmo de ter papel. É uma pessoa do céu. Agora, quero esquecer aquela vida de sujeira", disse. Maria Dalva era alcoólatra. No ano passado, teve um acidente vascular cerebral (AVC) que a deixou com as pernas paralisadas.
Redação Terra
Regina Lucia Costa posa com os moradores de rua que adotou
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