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Atualizada às 15h34
Hermano Freitas
Direto de São Paulo
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O Condepe cita que, "segundo as informações veiculadas pela imprensa, o local onde ocorreu o assassinato da menina Isabella não foi devidamente preservado logo imediatamente após a ocorrência, pelo período necessário para a realização das perícias e demais trabalhos técnicos da investigação policial, já que o apartamento teria sido lacrado 4 dias após o crime".
Entretanto, segundo o Condepe, os policiais e o Ministério Público atribuem ao avô de Isabella, o advogado Antonio Nardoni, e à tia Cristiane Nardoni a suposta destruição de provas e a modificação do local do crime. Antônio Nardoni atribuiu aos próprios policiais civis e militares a não preservação do local do crime e ainda acusou os agentes de terem feito "bagunça" e modificado o local do crime, de acordo com a nota.
Moraes garante que isso não aconteceu e que o que ele chama de "um dos mais básicos" pré-requisitos da perícia criminal foi mantido. "Era um local muito bem preservado, ao contrário do que vem sido publicado", disse.
Apesar de o local do crime não ter sofrido adulteração após a chegada da polícia, peritos do IC afirmam que o autor do crime teve a intenção de destruir provas antes do isolamento do local pelas autoridades.
A delegada que redigiu o pedido de prisão preventiva do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jaobá, Renata Pontes, disse que a fralda em que o sangue de um ferimento na testa de Isabella teria sido estancado foi encontrado em um balde "de molho" pela polícia.
"Chamou muita atenção aquele apartamento bagunçado, cheio de roupas e calçados espalhados por todos os lados, e um balde com uma fralda cheia de amaciante", disse.
Moraes explica que, assim como contece com os homicídios, existem dois tipos de adulterações: culposas e dolosas. No caso da tentativa de destruir provas por parte dos suspeitos de autoria do crime, a adulteração se enquadraria no segundo caso e eles devem ser acusados também por esta fraude processual.
Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida, no dia 29 de março, no jardim do prédio onde moram o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.
Redação Terra
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