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"Temos a expectativa de que, em se tratando da mais alta Corte do País, esse processo vai ser feito com todo o cuidado e a responsabilidade. Está nas mãos da Justiça e, como todos os cidadãos, estamos aguardando que a justiça seja feita. O conflito é grave e preocupante" destacou.
A ministra elogiou a iniciativa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de criar a terra indígena em área contínua e classificou como "ousada" a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de homologar a reserva conforme determinação prevista na sua criação.
Marina criticou o atentado contra indígenas na Raposa Serra do Sol, ocorrido no início da semana. Na ocasião, dez índios foram baleados por funcionários do líder dos arrozeiros e prefeito de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero, quando construíam moradias nos limites da Fazenda Depósito, de propriedade do produtor.
"O que não pode acontecer é a justiça com as próprias mãos, como fizeram pessoas que atiraram em índios. É uma coisa lamentável", avaliou Marina Silva. "Estão defendendo os seus direitos mas, para defendê-los, temos que usar a lei e não a força", completou. Após o atentado, agentes da Polícia Federal (PF) prenderam Quartiero em flagrante, por porte ilegal de armas e artefatos explosivos.
Agência Brasil