Omar Jacob
Direto de Fortaleza
São Paulo
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A Empresa de Transportes Urbanos de Fortaleza (Etufor) não sabe informar quando o sistema de transporte público da capital cearense voltará à normalidade. "Isso não pode nem ser considerado uma greve, porque eles não seguiram nenhum trâmite que a lei estabelece. Teria que ter avisado à população com antecedência e deixar 30% da frota rodando", avaliou o presidente da Etufor, Ademar Gondim.
Na quarta-feira, quase um milhão de passageiros ficaram sem transporte público em Fortaleza. Todos os sete terminais de ônibus da capital tiveram as entradas bloqueadas por veículos com os pneus esvaziados.
Uma tropa de 160 homens do batalhão de choque, da autarquia de trânsito de Fortaleza e da Empresa de Transportes Urbanos acompanhou um verdadeiro batalhão de mecânicos das empresas de ônibus que tentavam trocar, um por um, os pneus furados e esvaziados pela cidade. Só no terminal do Papicu, por onde passavam diariamente 300 mil pessoas, cerca de 160 carros estavam parados.
O Ministério Público do Trabalho ameaçou entrar na Justiça contra o movimento caso cobradores e motoristas não voltem totalmente ao trabalho nesta manhã.
O impasse começou na semana passada, quando houve um "racha" entre o Sindicato dos Motoristas e Cobradores do Estado do Ceará (Sintro) e os profissionais. O Sintro entrou em acordo com o Sindicato das Empresas de Ônibus, o Sindiônibus, para um reajuste de 5% para a categoria, mas os motoristas reivindicam um reajuste de 28%, referente as perdas salariais dos últimos anos. Os motoristas não entravam em greve desde 2001.
Redação Terra