inclusão de arquivo javascript

 
 

Justiça decreta prisão preventiva de casal Nardoni

07 de maio de 2008 18h25 atualizado em 08 de maio de 2008 às 10h34

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella Nardoni. O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, também acatou a denúncia contra o casal. Agora, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá passam a ser considerados réus no processo.

» Veja a cronologia do caso Isabella
» Decretada prisão preventiva de casal
» Veja mais fotos da prisão do casal
» Veja a íntegra da decisão
» Opine sobre o caso Isabella

O pedido de prisão preventiva foi recomendado pela Polícia Civil junto ao inquérito policial. Após analisar o texto da polícia, o promotor Francisco Cembranelli pediu ontem a prisão preventiva do pai e da madrasta de Isabella e denunciou os dois à Justiça por homicídio triplamente qualificado. O juiz Maurício Fossen acatou a denúncia integralmente.

Policiais civis foram à residência dos pais de Anna Carolina Jatobá e apresentaram o pedido de prisão preventiva ao casal. Mais cedo, os advogados Ricardo Martins e Rogério Neres foram ao Fórum de Santana para ter acesso à denúncia contra o casal. Eles disseram que se fosse decretado o pedido de prisão Alexandre e Anna Carolina iriam se apresentar. Os advogados garantiram que entrariam com um pedido de habeas-corpus imediatamente nesse caso.

Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida, no sábado, dia 29 de março, no jardim do prédio onde moram o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.

Decisão do juiz
No pedido de prisão, o juiz Maurício Fossen determinou que o interrogatório dos réus ocorrerá no dia 28 de maio, às 13h30. No documento, ele afirmou que constatou que a conduta do casal "deixa transparecer que se tratam de pessoas desprovidas de sensibilidade moral e sem um mínimo de compaixão humana".

De acordo com o despacho, a menina "foi ainda brutalmente atirada pela janela do 6º andar do prédio onde a família residia, sem nenhuma piedade".

Para o juiz, a "prisão processual dos acusados se mostra necessária para garantia da ordem pública". Além disso, ele justificou o pedido de prisão preventiva com o exemplo de que há indícios de que o local do crime tenha sido alterado para prejudicar as investigações.

"Este comportamento atentatório à lealdade processual atribuído a eles constitui forte indício para demonstrar a predisposição dos mesmos em prejudicar a lisura e o bom resultado da instrução processual em Juízo, com o objetivo de tentar obter sua impunidade", disse o juiz no pedido.

Redação Terra