Caso Dorothy: ministro critica absolvição de acusado

07 de maio de 2008 • 15h09 • atualizado às 15h18

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos criticou, em nota assinada pelo ministro Paulo Vannuchi, a absolvição do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser o mandante do assassinato da missionária americana Dorothy Stang, há três anos, em Anapu, no Pará.

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Por cinco votos a dois, Bida foi absolvido ontem, no segundo julgamento a que respondeu, na 2ª Vara do Júri de Belém. O advogado Eduardo Imbiriba, que defendeu o fazendeiro, pediu a absolvição do acusado sustentando a tese de negativa de mando do crime.

"Esta secretaria se une à indignação já manifestada pelos familiares da irmã Dorothy, por prelados católicos e por todos os brasileiros e brasileiras que decidiram declarar publicamente seu inconformismo com uma decisão que reforça ainda mais o sentimento de impunidade já tão disseminado em nosso País, como vetor de estímulo à criminalidade e à violência", diz a nota.

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos destaca que, neste ano, celebram-se os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Organização das Nações Unidas (ONU), e considera "estarrecedor constatar que tristes episódios de celebração da impunidade seguem acontecendo entre nós".

Ainda na nota, a secretaria reafirma "sua confiança na capacidade de o Poder Judiciário brasileiro comprovar seu alinhamento, corrigindo com rapidez a sentença de primeira instância para produzir justiça".

Agência Brasil
 
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