Marina Mello
Direto de Brasília
Brasília
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Deixando claro seu repúdio pela época, Agripino falou sobre trechos da entrevista em que a ministra disse que mentia: "a gente mentia como doido, mentia muito", disse Agripino lendo trecho da entrevista.
"Me orgulho de ter mentido (durante a ditadura)", afirmou a ministra. "O que mata na ditadura é que não há espaço para a verdade, porque as verdades mais banais podem levar à morte. Estávamos em momentos diversos da nossa vida em 70, senador. Eu, de fato, combati a ditadura militar e disso eu tenho imenso orgulho", disse.
O líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR) ficou insatisfeito com o comentário de Agripino. "Não entendi a associação de Agripino sobre mentir para escapar", disse. "Não estamos aqui para bater nem para apanhar, mas sim para cumpri um rito da democracia."
A ministra Dilma Roussef, contrariando apelos da oposição, iniciou sua fala na Comissão dando explicações sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Senadores de oposição cobraram da ministra que começasse falando sobre o vazamento do dossiê com informações sobre gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Os dados foram levantados pela Casa Civil e atestam gastos com alimentação, bebida e objetos pessoais. O vazamento das informações está sob investigação.
A oposição engrossou o tom e, antes mesmo de começar o depoimento da ministra, disse que de nada adiantaria Dilma falar sobre o PAC sem dar suas explicações sobre o vazamento do dossiê.
Para o senador tucano Artur Virgílio (AM) seria "tapar o sol com a peneira" a ministra iniciar sua fala dando detalhes sobre as obras do PAC: "a exposição dela a respeito do dossiê é imprescindível, ela diria o que pensa, o que sabe e nós daríamos continuidade a reunião", pediu.
Redação Terra