Dorothy: irmão diz estar desapontado com absolvição

07 de maio de 2008 • 08h42 • atualizado às 08h42

David Stang, irmão da missionária americana Dorothy Stang, assassinada em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, no sudeste do Pará, disse estar desapontado e surpreso com a absolvição do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser o mandante do crime. Ele foi absolvido em um segundo julgamento, realizado na terça-feira, no Fórum Criminal de Belém (PA). As informações são do Bom Dia Brasil.

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O júri entendeu que o fazendeiro não teve participação na morte de Dorothy e o absolveu por cinco votos a dois. Já o pistoleiro Rayfran das Neves foi condenado por unanimidade a 28 anos de prisão, um ano a mais do que no julgamento anterior. Uma das qualificadoras do homicídio, crime mediante promessa de pagamento, foi retirada. Ele confessou ao júri ter executado o crime.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, criticou a mudança na sentença de Bida. "O aceno que o Judiciário dá é muito ruim. Um júri condena na pena máxima e o outro absolve completamente. Essa diferença pode e deve ser corrigida pelo tribunal", afirmou ao telejornal.

Durante o julgamento, o réu confesso Rayfran das Neves negou as versões dadas nos 13 depoimentos prestados por ele anteriormente, para a polícia e à Justiça, assumindo sozinho a autoria do crime. Ele isentou Bida de envolvimento no crime e assumiu sozinho a autoria da morte da missionária.

Redação Terra
 
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