O julgamento dos acusados durou dois dias no Fórum Criminal de Belém |
Lucy Silva e Paulo Tavares
Direto de Belém
Brasil
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O júri entendeu que o fazendeiro não teve participação na morte de Dorothy e o absolveu por cinco votos a dois. Já o pistoleiro Rayfran das Neves foi condenado por unanimidade a 28 anos de prisão, um ano a mais do que no julgamento anterior. Uma das qualificadoras do homicídio, crime mediante promessa de pagamento, foi retirada. Ele confessou ao júri ter executado o crime.
A reviravolta na sentença causou um início de confusão entre presentes no Tribunal. O juiz Raimundo Alves Flexa interrompeu as declarações finais por duas vezes para pedir silêncio. "Esse tribunal é livre e possui autonomia. É independente para julgar qualquer poessoa. Quem estiver descontente, que recorra à Justiça novamente", afirmou o advogado de defesa de Bida, Eduardo Imbiriba.
Durante o julgamento, o réu confesso Rayfran das Neves negou as versões dadas nos 13 depoimentos prestados por ele anteriormente, para a polícia e à Justiça, assumindo sozinho a autoria do crime. Ele isentou Bida de envolvimento no crime e assumiu sozinho a autoria da morte da missionária.
A coordenadora do Comitê Dorothy Stang, Luiza Virgínia Moraes, disse que o grupo está indignado com a decisão. "Nossa reação é de muita indignação. É muito fácil condenar o pistoleiro, que é uma pessoa pobre, e absolver o fazendeiro, que tem maior poder aquisitivo", afirmou.
Redação Terra