Polícia

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Terça, 6 de maio de 2008, 20h06 Atualizada às 20h28

Absolvido fazendeiro acusado de mandar matar Stang

O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de envolvimento na morte da missionária americana Dorothy Stang, foi absolvido em julgamento no Fórum Criminal de Belém (PA). A missionária americana foi morta a tiros, há três anos, na localidade de Anapu, no sudeste do Pará. Bida havia sido condenado a 30 anos de prisão em outro julgamento como mandante do crime.

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O júri entendeu que o fazendeiro não teve participação na morte de Dorothy e o absolveu por cinco votos a dois. Já o pistoleiro Rayfran das Neves foi condenado por unanimidade a 28 anos de prisão, um ano a mais do que no julgamento anterior. Uma das qualificadoras do homicídio, crime mediante promessa de pagamento, foi retirada. Ele confessou ao júri ter executado o crime.

A reviravolta na sentença causou um início de confusão entre presentes no Tribunal. O juiz Raimundo Alves Flexa interrompeu as declarações finais por duas vezes para pedir silêncio. "Esse tribunal é livre e possui autonomia. É independente para julgar qualquer poessoa. Quem estiver descontente, que recorra à Justiça novamente", afirmou o advogado de defesa de Bida, Eduardo Imbiriba.

Durante o julgamento, o réu confesso Rayfran das Neves negou as versões dadas nos 13 depoimentos prestados por ele anteriormente, para a polícia e à Justiça, assumindo sozinho a autoria do crime. Ele isentou Bida de envolvimento no crime e assumiu sozinho a autoria da morte da missionária.

A coordenadora do Comitê Dorothy Stang, Luiza Virgínia Moraes, disse que o grupo está indignado com a decisão. "Nossa reação é de muita indignação. É muito fácil condenar o pistoleiro, que é uma pessoa pobre, e absolver o fazendeiro, que tem maior poder aquisitivo", afirmou.

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Ricardo Lima/Divulgação O julgamento dos acusados durou dois dias no Fórum Criminal de Belém O julgamento dos acusados durou dois dias no Fórum Criminal de Belém

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