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Travestis voltam atrás e inocentam Ronaldo

06 de maio de 2008 15h43 atualizado às 18h15

Os travestis prestaram depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro. Foto: AP

Os travestis prestaram depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro
Foto: AP

O titular da 16ª Delegacia (Barra da Tijuca), Carlos Augusto Nogueira, afirmou que os travestis André Luiz Ribeiro (Andréia Albertini) e Júnior Ribeiro da Silva (Carla Tamini) admitiram ter criado a situação envolvendo o jogador Ronaldo Nazário, no motel Pappilon, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, no último dia 28. Os dois foram à delegacia por conta própria e prestaram depoimento das 11h30 às 14h50.

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Segundo o delegado, Andréia negou as informações do primeiro depoimento, quando disse que o atacante do Milan fez sexo com os homossexuais e usou drogas. "Elas demonstraram decência e me surpreenderam. Elas disseram que não houve sexo e drogas. Também negaram que tenha havido extorsão. Todo mundo tem o direito de se arrepender e elas se arrependeram."

De acordo com Nogueira, Andréia admitiu ter inventado a história "porque achou que era a grande chance de mudar de vida". No depoimento desta terça-feira, o travesti alegou que reclamou da falta de pagamento porque Ronaldo deu R$ 1 mil para cada um dos outros dois homossexuais e US$ 600 para ele. Como não sabia a cotação da moeda americana, pensou que tivesse recebendo menos dinheiro.

O delegado afirmou ainda que Andréia pegou o documento do carro do jogador supostamente por engano, porque estava perto de sua bolsa. Nogueira destacou que os travestis ficaram chateados porque o atleta desistiu do programa ao ver que eles não eram mulheres.

Ronaldo e o terceiro travesti, Veida Ganzarolli, devem prestar depoimento na próxima semana. O inquérito que apura a confusão envolvendo o jogador e os três homossexuais foi aberto ontem. Mesmo tendo negado a extorsão, Andréia deve ser indiciada pelo crime. Ronaldo garante que o travesti pediu R$ 50 mil para não levar o incidente à imprensa.

O atacante do Milan admitiu que levou Andréia da praça do Ó para o motel Papillon, na Barra da Tijuca. Em seguida, os outros dois travestis foram chamados para o local. O jogador disse à polícia que pensou se tratar de um grupo de prostitutas e, ao perceber o erro, não manteve relação.

Redação Terra