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A ministra, no entanto, foi chamada oficialmente para falar do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), numa manobra dos oposicionistas que aproveitaram a ausência dos governistas na comissão para aprovar a convocação, que acabou rejeitada na CPMI dos Cartões. Para o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), é preciso agir com cautela para que a ministra consiga ajudar a esclarecer o episódio.
"A disposição da ministra vir ao Senado é positiva. Vamos fazer uma argumentação respeitosa, uma discussão aberta para que as coisas sejam esclarecidas", afirma.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), avisa que não vai deixar de explorar o temperamento explosivo da ministra. O tucano ¿ envolvido diretamente no caso, uma vez que teria sido acusado de vazar o dossiê para a imprensa ¿ lembra que na entrevista coletiva que a ministra falou sobre o caso, ela deixou claro o nervosismo, passou uma imagem de arrogância e não sustentou nenhuma explicação convincente.
"Elegância não pode se confundir com fiasco. Seremos elegantes, mas duros se for necessário", assegurou.
Outras instâncias
O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), alerta que, se a ministra não esclarecer de forma contundente detalhes sobre a montagem do dossiês, poderá ser intimada a se explicar em outras instâncias do Congresso. Ao todo, os oposicionistas tentaram convocar Dilma mais de cinco vezes no Senado. Três requerimentos foram derruabos pelos governistas, mas ainda resta um na Comissão de Constituição e Justiça.
"O dossiê existe e foi produzido pela Casa Civil para constranger a oposição. Queremos explicações. Agora, se não forem convincentes, não vamos nos constranger em cobrar em outras instâncias que ela fale sobre o dossiê. Ela tem que se explicar perante a sociedade", avalia.
JB Online