Chico Siqueira
Direto de Araçatuba
São Paulo
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Ele foi condenado agora por comandar, durante o ano de 2006, o tráfico de drogas na região de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Segundo o promotor Marcos Antônio Lélis Moreira, do Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) de Rio Preto, a condenação mostra que mesmo depois de detido na Operação Desmonte - que culminou com a prisão de 139 pessoas que participavam de uma extensa rede de narcotráfico, descoberta em 2004 -, o presidiário continuou a controlar o tráfico de dentro da prisão.
Em 2006, escutas autorizadas pela Justiça constataram que Cicone e José Domingos dos Santos, o Zé Galera, que cumpre pena por roubo na Penitenciária 1 de Mirandópolis, controlavam a compra e venda de drogas em bocas de fumo de Rio Preto. Na sentença, o juiz condenou Santos a sete anos de prisão.
Condenado por homicídio, tráfico, roubos e formação de quadrilha, Cicone pode ter sua pena aumentada ainda mais, por comandar, junto com outros quatro presidiários, a extensa rede de narcotráfico descoberta durante a Operação Desmonte. Por este crime, ele e os outros quatro presidiários ainda não foram condenados, pois o processo ainda tramita na Justiça de Rio Preto.
Segundo o Ministério Público (MP), a rede contava com ajuda de advogados, funcionários de cartórios do Fórum de Rio Preto, comerciantes, traficantes de varejo e donos de revendedoras de automóveis, que seriam usados para esquentar o dinheiro do narcotráfico.
De acordo com as informações do MP, de dentro das celas, eles comandaram por celular, e por mais de um ano, a rede que movimentava mais de R$ 1 milhão por mês com a venda de cocaína.
De acordo com o MP, até hoje, quatro anos depois da operação desmonte, detentos continuam controlando o tráfico de dentro das penitenciárias, como ficou provado com a descoberta da sociedade entre Santos e Cicone. "Isso é um fato; enquanto não se bloquear o sinal de celulares dentro das penitenciárias, isso vai continuar acontecendo", afirmou o promotor Marcos Antonio Lélis Moreira, do Gaerco.
Redação Terra