Advogado diz que ficou mais preocupado com cadela

04 de maio de 2008 • 18h08 • atualizado às 18h21
A cadela que carregava uma placa com os dizeres a estupidez é a essência do preconceito. Legalize a Cannabis
A cadela que carregava uma placa com os dizeres "a estupidez é a essência do preconceito. Legalize a Cannabis"
04 de maio de 2008
Ernani Alves/Terra

Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro


O advogado Gustavo de Castro Alves, 26 anos, afirmou que ficou mais preocupado com sua cadela do que com a situação dele ao ser preso quando caminhava na praia do Arpoador, no Rio de Janeiro, com um cartaz defendendo a legalização da maconha.

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O rapaz prestou depoimento na 14ª Delegacia de Polícia (Leblon) e foi liberado em seguida. "Eles (policiais) queriam me trazer para a delegacia e levar a cadela para outro local. Eu disse que isso eu não aceitava. Eles me enquadraram nos crimes de apologia e desobediência de ordem judicial. É uma hipocrisia achar que a maconha não é usada nas praias e festas cariocas", afirmou.

O advogado disse ainda que, durante o tempo que permaneceu dentro da viatura policial, os próprios PMs iniciaram uma discussão sobre liberar ou não o uso da maconha.

Os policiais realizaram a prisão porque Castro Alves foi para a praia com uma cadela que carregava uma placa com os dizeres "a estupidez é a essência do preconceito. Legalize a Cannabis", mesmo depois de a Marcha da Maconha ter sido proibida pela Justiça do Rio.

Redação Terra
 
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