Kassab vistoria obras da ponte Octavio Frias de Oliveira, que será inaugurada em 10 de maio |
Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
São Paulo
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De acordo com o secretário municipal de Habitação, Orlando de Almeida Filho, apesar de a Justiça ter determinado que o dinheiro arrecadado com os Cepacs (Certificados de Potencial Adicional Construtivo), obtidos na região, fossem aplicados nas comunidades locais, a decisão da construção foi política.
A postura de aplicar o dinheiro arrecadado até agora com os Cepacs, quase exclusivamente na ponte, foi questionada pela Defensoria Pública na Justiça. Por estar em uma Zona de Interesse Social, prevista no Plano Diretor de São Paulo, a Justiça entendeu que o local deveria ser urbanizado, ao contrário do que a prefeitura pretendia, que era transferir os moradores de local.
"Na prática, a Prefeitura ainda poderia recorrer dessa decisão, mas decidimos que a próxima etapa da operação urbana vai priorizar a construção dessas moradias", disse.
De acordo com o secretário, cada unidade habitacional está orçada em cerca de R$ 50 mil, totalizando nessa etapa um investimento em torno de R$ 500 milhões.
"É aproximadamente o dobro do que foi aplicado na ponte. É um projeto de fôlego, que deverá ser contemplado com as verbas arrecadadas com os Cepacs", disse.
Segundo o prefeito, a região receberá ainda uma linha de metrô, ligando a estação São Judas com o Aeroporto e a criação de áreas verdes nos próximos seis anos. Também está previsto o prolongamento da avenida Roberto Marinho até a rodovia dos Imigrantes por meio de um túnel.
Redação Terra