Travesti quebrou código de ética, diz associação

01 de maio de 2008 • 15h16 • atualizado às 21h54
O travesti concede entrevista em sua casa Foto: Fábio Motta/Agência Estado
O travesti concede entrevista em sua casa
28 de abril de 2008
Foto: Fábio Motta/Agência Estado

Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro


O travesti André Luiz Ribeiro, conhecido como Andréia Albertini, está sendo acusado de quebrar o código de ética da profissão ao expor o jogador de futebol Ronaldo Nazário. Segundo a Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado do Rio de Janeiro (Astra), manter a identidade do cliente em sigilo é fundamental para quem trabalha com sexo.

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"O princípio básico da relação profissional entre travestis e clientes é o sigilo. É uma questão ética. Andréia não deveria ter delatado um cliente, mesmo que ele tenha se recusado a pagá-la. Um erro não justifica outro", destacou a presidente da Astra, Marjorie Marchi.

Marchi também criticou a postura do delegado da Barra da Tijuca, Carlos Augusto Nogueira. A presidente da Associação de Travestis disse que o profissional não poderia dar mais crédito a versão de Ronaldo, e sim apurar as duas histórias.

O travesti Andréia Albertini acusou o atacante do Milan de usar cocaína e não pagar o programa, na última segunda-feira. O jogador nega a denúncia e alega que foi vítima de extorsão. O homossexual contou que foi levado por Ronaldo da praça do Ó, na avenida Sernambetiba, para o motel Papillon, na Barra da Tijuca. Outros dois travestis foram chamados para o local.

Ronaldo relatou que desejava três prostitutas e, ao perceber que se tratavam de travestis, desistiu do programa. De acordo com o delegado Carlos Augusto Nogueira, dois homossexuais aceitaram R$ 1 mil do jogador para deixar o motel, mas Andréia Albetini teria cobrado R$ 50 mil.

A polícia abriu dois procedimentos para apurar a confusão envolvendo Ronaldo. Um deles vai investigar a suposta tentativa de extorsão sofrida pelo atleta e outro a denúncia de Andréia de que o jogador teria ameaçado agredi-la para não fazer o pagamento do programa.

Redação Terra
 
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