O travesti concede entrevista em sua casa |
Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
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"O princípio básico da relação profissional entre travestis e clientes é o sigilo. É uma questão ética. Andréia não deveria ter delatado um cliente, mesmo que ele tenha se recusado a pagá-la. Um erro não justifica outro", destacou a presidente da Astra, Marjorie Marchi.
Marchi também criticou a postura do delegado da Barra da Tijuca, Carlos Augusto Nogueira. A presidente da Associação de Travestis disse que o profissional não poderia dar mais crédito a versão de Ronaldo, e sim apurar as duas histórias.
O travesti Andréia Albertini acusou o atacante do Milan de usar cocaína e não pagar o programa, na última segunda-feira. O jogador nega a denúncia e alega que foi vítima de extorsão. O homossexual contou que foi levado por Ronaldo da praça do Ó, na avenida Sernambetiba, para o motel Papillon, na Barra da Tijuca. Outros dois travestis foram chamados para o local.
Ronaldo relatou que desejava três prostitutas e, ao perceber que se tratavam de travestis, desistiu do programa. De acordo com o delegado Carlos Augusto Nogueira, dois homossexuais aceitaram R$ 1 mil do jogador para deixar o motel, mas Andréia Albetini teria cobrado R$ 50 mil.
A polícia abriu dois procedimentos para apurar a confusão envolvendo Ronaldo. Um deles vai investigar a suposta tentativa de extorsão sofrida pelo atleta e outro a denúncia de Andréia de que o jogador teria ameaçado agredi-la para não fazer o pagamento do programa.
Redação Terra