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Travesti: Ronaldo sabia que estava com homossexual

30 de abril de 2008 19h17 atualizado às 21h09

O travesti Andréia Albertini concede entrevista em sua casa. Foto: Fábio Motta/Agência Estado

O travesti Andréia Albertini concede entrevista em sua casa
Foto: Fábio Motta/Agência Estado

O travesti André Luiz Ribeiro Albertino, que usa o nome Andréia Albertini, afirmou que o jogador Ronaldo sabia que estava contratando os serviços de um homossexual na noite de domingo. "Não é um crime, nem um pecado sair com travestis. Ronaldo sabia que estava lidando com um travesti, ele não é cego. Sou bonita, mas não sou a Daniela Cicarelli", disse Andréia, referindo-se à ex-mulher do atacante do Milan.

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Segundo Andréia, Ronaldo esteve com ela e mais dois travestis em um motel da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro na noite de domingo e realizaram um "programa sexual". O travesti afirmou que Ronaldo o enviou à favela Cidade de Deus para comprar cocaína. Quando retornou ao motel, o jogador se recusou a pagar pelos serviços e pela droga, alegando que "não sabia" que o trio era formado por homossexuais e não por mulheres.

Ronaldo contou à polícia que, ao perceber que se tratavam de travestis, não manteve relação sexual. Segundo o delegado Carlos Augusto Nogueira, dois homossexuais aceitaram R$ 1 mil do jogador para deixar o motel sem fazer o programa, mas Andréia Albetini teria cobrado R$ 50 mil. "Ao que tudo indica, o Ronaldo foi vítima de um golpe", disse.

A polícia abriu dois procedimentos para apurar a confusão envolvendo Ronaldo. Um deles vai investigar a suposta tentativa de extorsão sofrida pelo atleta e outro à denúncia de Andréia de que o jogador teria ameaçado agredi-la para não fazer o pagamento do programa.

"Eu decidi levar o caso à polícia quando ele exigiu que nós três usássemos a droga e disse que não nos ia a pagar. Vou até o final na Justiça. Infelizmente a sociedade acredita mais em Ronaldo do que em mim", disse. Entre terça e quarta, o Andréia esteve em São Paulo como convidada do programa Superpop, da Rede TV.

No entanto, o travesti se mostrou aberto a estabelecer um diálogo com Ronaldo e seus advogados. "Eu, como ser humano, aceito as desculpas e se ele pensa em me indenizar é outra coisa", afirmou. Em sua rápida visita à capital paulista, Andréia voltou a criar polêmica ao agredir uma dupla de humoristas do programa Pânico na TV, que a abordaram dentro da emissora.

"Eles vieram disfarçados de Milene Domingues (ex-mulher do jogador) e Ronaldo. Eu pedi que não me filmassem e comecei a correr. Eles me perseguiram, mas como um rato encurralado comecei a atacar e atirei câmeras e uma televisão neles", contou.

Depois do incidente, o travesti se dirigiu a uma delegacia, na cidade paulista de Barueri, onde registrou uma queixa contra os humoristas Wellignton Muniz e Rodrigo Scarpa.

Após a confusão no motel, na manhã de segunda-feira, o travesti afirmou que "entregou o documento de Ronaldo na delegacia". Andréia teria ficado com o documento do carro de Ronaldo como uma garantia que o jogador iria permanecer no motel enquanto ela fosse comprar drogas na favela.

"Foi um documento que ele me deu como garantia e assim não é possível extorquir. Ele fala de extorsão porque me ofereceu dinheiro para ficar calado e eu aceitei, mas depois traiu sua palavra. Ele disse à Polícia que eu estava cobrando R$ 50 mil", explicou o travesti.

Andréia também diz ter publicado no site de vídeos YouTube um curto vídeo feito com um telefone celular no qual Ronaldo é visto com a camisa do Flamengo, a mesma que usara horas antes ao assistir a uma partida no Maracanã. O escândalo custou o fim do relacionamento do atacante do Milan com a namorada, Maria Beatriz Anthony, e pode também causar o rompimento do contrato vitalício com a Nike.

EFE
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