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Testemunha: travesti teria furtado pertences de Ronaldo

29 de abril de 2008 20h56 atualizado às 21h26

O travesti André Luis Ribeiro Albertino concede entrevista em sua casa. Foto: Fábio Motta/Agência Estado

O travesti André Luis Ribeiro Albertino concede entrevista em sua casa
Foto: Fábio Motta/Agência Estado

A gerente e o garçom do motel onde o jogador de futebol Ronaldo Nazário ficou em um quarto com três travestis, na madrugada de segunda-feira, no Rio de Janeiro (RJ), prestaram depoimento. Os dois trabalhavam no local no momento do incidente. De acordo com a polícia, a gerente disse que o travesti André Luiz Ribeiro Albertino, conhecido como Andréia, teria tentado abrir a porta do carro do jogador e furtado pertences. As informações sao do Jornal Nacional.

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Entre os objetos furtados, estaria o documento do carro de Ronaldo apresentado pelo travesti na delegacia. Ainda segundo os policiais, os dois teriam afirmado que o jogador não aparentava estar sob efeito de drogas ou álcool. A polícia informou que pretende ouvir o jogador e os três travestis envolvidos no caso na semana que vem.

Andréia acusa o atacante do Milan de usar cocaína e não pagar o programa. Ronaldo alega que foi vítima de tentativa de extorsão em R$ 50 mil e nega a denúncia. A polícia abriu dois procedimentos para apurar a confusão envolvendo Ronaldo. Um deles vai investigar a suposta tentativa de extorsão e outro a denúncia de Andréia de que o jogador teria ameaçado agredi-la para não fazer o pagamento do programa.

Segundo o delegado Carlos Augusto Nogueira, da 16ª Delegacia de Polícia, na Barra da Tijuca, Ronaldo disse que saiu de uma boate por volta das 4h e que teria procurado os serviços de uma garota de programa na Praça do Ó, na Barra da Tijuca. Eles teriam ido para um motel, no mesmo bairro. Segundo o relato, ao chegar lá, o acompanhante chamou dois colegas. Ao descobrir que os três eram travestis, ele desistiu de manter relações sexuais e ofereceu R$ 1 mil a cada um. Os acompanhantes teriam então oferecido cocaína ao jogador para ele "relaxasse". Ele teria negado.

Duas aceitaram a proposta de Ronaldo, mas uma terceira, identificada como Andréia, teria chantegeado o jogador, ameaçando divulgar o caso à imprensa caso ele não lhe desse a quantia de R$ 50 mil. De acordo com o delegado, Ronaldo disse que pagou US$ 600 (cerca de R$ 1.000) ao travesti, mas que este resolveu acionar a polícia.

O jogador Ronaldo teria justificado a procura por garotas de programa por estar abalado emocionalmente e passando por problemas pessoais. Quanto à acusação de uso de droga por parte dos travestis, o delegado disse que não acredita que o jogador tenha usado entorpecentes. Ronaldo teria afirmado que estaria em fase de recuperação porque passou por várias cirurgias e que nunca havia usado drogas.

Redação Terra