Travesti pode ser indiciada pelo crime de extorsão |
Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro
São Paulo
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"Quando eu vi que era o Ronaldo, eu levei um susto e perguntei: você quer sair comigo(...)? Ele disse que não tinha problema porque tinha acabado de deixar a namorada em casa", destacou Albertini.
O travesti contou que foi levado por Ronaldo da praça do Ó para o motel Papillon, também na Barra. Outros dois travestis foram chamados para o local. O jogador teria ficado quase três horas numa suíte, pagando 3 períodos de 12 horas porque entrou com 3 acompanhantes. O valor gasto no motel seria de R$ 360, além do consumo do frigobar. A geladeira teria sido esvaziada duas vezes.
Ronaldo contou à polícia que, ao perceber que se tratavam de travestis, não manteve relação sexual. Segundo o delegado Carlos Augusto Nogueira, dois homossexuais aceitaram R$ 1 mil do jogador para deixar o motel sem fazer o programa, mas Andréia Albetini teria cobrado R$ 50 mil. "Ao que tudo indica, o Ronaldo foi vítima de um golpe", disse.
A polícia abriu dois procedimentos para apurar a confusão envolvendo Ronaldo. Um deles vai investigar a suposta tentativa de extorsão sofrida pelo atleta e outro à denúncia de Andréia de que o jogador teria ameaçado agredi-la para não fazer o pagamento do programa.
O travesti teme voltar a trabalhar na rua. Ele contou que faz ponto há quatro anos na Barra da Tijuca e está com medo de possíveis represálias. Andréia evita contar detalhes de sua vida pessoal. Sobre o vídeo que o travesti teria publicado na Internet, Andréia disse apenas que gravou as imagens para garantir que esteve com o jogador no motel.
Redação Terra