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 Caso Isabella: doméstica viaja 5 horas para "ver" reconstituição
27 de abril de 2008 11h42 atualizado às 14h03

Cerca de 200 pessoas observam a movimentação da polícia na reconstituição da morte de Isabella. Foto: Marcelo Pereira/Terra

Cerca de 200 pessoas observam a movimentação da polícia na reconstituição da morte de Isabella
Foto: Marcelo Pereira/Terra

Entre os cerca de 200 curiosos que acompanham a movimentação da polícia, que trabalha na reconstituição da morte de Isabella Nardoni, 5 anos, na zona norte de São Paulo, alguns encararam horas de viagem para ir até o local, mesmo que o bloqueio da polícia esteja a 60m do prédio e pouco se consiga ver.

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A doméstica Eleniza Maria da Conceição, 40 anos, é uma delas. Acordou às 4h, pegou ônibus, metrô, e diz que não deixa o local até o fim do trabalho da polícia.

"Demorei 5 horas para chegar. Peguei ônibus, metrô, e vou ficar até o fim, mesmo que os trabalhos continuem até o início da noite", disse.

Chocada com a morte da menina, ela diz que espera que Justiça seja feita. Eleniza foi ao local acompanhada pela também doméstica Josefa Maria Santana da Rosa, 47 anos.

O autônomo Antônio da Silva, 57 anos, é outro que veio de longe. Encarou ônibus e metrô para vir de São Bernardo, cidade da região metropolitana de São Paulo, em 3 horas de viagem.

"Sou casado há 30 anos e tenho apenas uma filha adotiva. Essa violência não pode continuar", afirma.

Um grupo ligado à igreja católica, que se intitula "Apostolado Exército de Santo Expedito", também marcou presença, com a distribuição de folhetos contra a violência.

"Estamos aqui contra a degradação da família, além de pregar a paz e amor", disse Renato Tadeu Geraldes, 55 anos, fundador do grupo.

Redação Terra