José Roberto Barbosa, técnico em sismologia, mostra pontos de ocorrência de tremores no Brasil
Foto: Vagner Magalhães/Terra
A região que registrou ontem um tremor de terra na costa de São Paulo - que atingiu 5,2 graus na escala Richter - já havia sofrido outro de menor intensidade em fevereiro deste ano. De acordo com o Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo, o tremor anterior aconteceu às 16h do dia 8 de fevereiro e alcançou 3,8 graus na mesma escala.
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De acordo com José Roberto Barbosa, técnico em sismologia da Universidade de São Paulo, apesar dos dois tremores, não é possível prever novas ocorrências.
"De acordo com estudos mundiais sobre o assunto, não é possível fazer uma previsão. Tremores de terra de magnitude baixa são comuns no Brasil. Às vezes acontece um, dois, depois ficamos mais de 20 anos sem uma ocorrência na mesma localidade", disse.
De acordo com Barbosa, casos como o que aconteceu ontem - acima de 4 graus na escala Richter - são raros no País. "Ainda é preciso fazer um estudo mais elaborado sobre o que aconteceu. Os dados sobre a magnitude foram feitos por institutos internacionais. Ainda vamos buscar alguns dados onde há medição no Brasil e é possível que esse número caia um pouco", diz.
No momento do tremor, Barbosa disse que estava em casa e demorou um pouco a perceber o que aconteceu. "Eu estava em pé, ao lado de minha mulher, que estava no computador. Foi quando percebi que as chaves estavam batendo na porta e vi que podia se tratar de um tremor de terra. Não há motivos para a população ficar alarmada", disse.
- Redação Terra

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