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Delegado diz que ouvirá mais 4 pessoas "imprescindíveis"

22 de abril de 2008 15h43 atualizado às 17h54

O delegado Aldo Galiano, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), disse hoje que ainda devem ser ouvidas quatro pessoas que "são imprescindíveis" para o inquérito sobre a morte de Isabella Nardoni. Segundo ele, duas dessas quatro pessoas são o avô e a tia de Isabella, Antônio e Cristiane Nardoni. A polícia não informou quem são as outras duas pessoas. O delegado Aldo Galiano concedeu entrevista coletiva para explicar porque decidiu adiar a apresentação da metodologia dos laudos sobre o caso.

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Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida, no sábado, dia 29, no jardim do prédio onde moram o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.

O delegado Aldo Galiano afirmou que as informações que seriam passadas sobre os laudos podem servir de "munição para a defesa dos acusados". Galiano disse que não há data marcada para a reconstituição, mas que deverá ocorrer o mais rápido possível. O delegado ressaltou que os dados do inquérito não serão divulgados até que eles sejam entregues ao Ministério Público. "O laudo hoje foi juntado aos autos. A defesa terá pleno conhecimento e plena possibilidade de tomar conhecimento do laudo", completou o delegado.

Sobre o fato dos advogados do pai e da madrasta de Isabella terem entrado com uma representação na Corregedoria da Polícia Civil, o delegado Aldo Galiano disse que tanto a defesa quanto a polícia têm agido de forma ética e não devem entrar em confronto.

"Nós agimos eticamente. Até aqui, a defesa agiu eticamente também. Nós não achamos prudente um confronto. Não é salutar para a defesa e não é salutar para a polícia", disse Galiano. "De forma nenhuma a Polícia Civil vai entrar em confronto com a defesa. A defesa é técnica e nós também".

Os advogados alegaram, ao entrar com a representação, que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram interrogados com base em laudos que não foram anexados anteriormente ao inquérito. "Quando as testemunhas foram ouvidas, não tínhamos em mãos os laudos. As perguntas foram feitas com base no que os delegados apuraram no local do crime e com o que já havia no inquérito", afirmou o delegado Aldo Galiano.

Galiano esclareceu ainda que a madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá, não sofreu nenhuma agressão quando esteve detida no 89º Distrito Policial, ao contrário do que foi relatado por ela.

O avô e a tia Isabella Nardoni seriam ouvidos na tarde de hoje, mas os depoimentos foram adiados por causa da entrevista coletiva sobre os laudos do crime. Mais tarde, a apresentação da metodologia também foi cancelada.

Redação Terra